Crónicas de um jogador

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viriato_iceview51
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Mensagem por viriato_iceview51 » segunda 13 fev 2006, 11:33

Excelente, gostei do teu dote para contar historias... alias nao e' a primeira vez que venho ao topico, mas da primeira nao tive tempo para ler e com o passar do tempo esqueci.

Agora que ca chego, gosto do que lei-o portanto continua Cyrax...
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Cyrax
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Mensagem por Cyrax » segunda 13 fev 2006, 12:02

viriato_iceview51 Escreveu:Excelente, gostei do teu dote para contar historias... alias nao e' a primeira vez que venho ao topico, mas da primeira nao tive tempo para ler e com o passar do tempo esqueci.

Agora que ca chego, gosto do que lei-o portanto continua Cyrax...
Weeeeeeeeeeee! :D
So por isso recebem o 3 capitulo (não fiz mais porque estou com uma gripe desgraçada, estou em modo semi retardado... :? )

Capitulo 3 – “Lar, doce lar…”
6 de Maio de 2006

Chegamos finalmente à nossa base. Era constituído por uma muralha que protegia os edifícios, no meio do campo, um local calmo e que nunca tinha sido atacado, daí que notava-se um ambiente de tranquilidade, mas sempre com aquele ar militar. Gostava deste sítio, não por ser o nosso lar mas sim por ajudar a esquecer a violência da guerra…
Vi ao longe o Sandro a ser recebido com montes de beijos, quando julgava que seria recebido com uma enorme gritaria, mas afinal já era de calcular que não seria assim, afinal após aquele tempo fora e correndo o risco de desaparecer, ela perdoou-lhe, especialmente porque desta vez ele a avisou que iria para mais uma tarefa terrível. Era estes momentos do qual falei… Os nossos homens a serem recebidos pelas suas donzelas ou pelos seus amigos, no meio de gargalhadas, abraços e beijos.
Só fiquei levemente afectado por ver a Cláudia a passar pelas tropas sem ser cumprimentada ou sem esboçar um pequeno sorriso que fosse. Sempre fora assim, calma e reservada, raramente a vi falar com alguém. Nunca perguntei-lhe porquê, afinal era a sua decisão.
Quando voltei a olhar para o Sandro, ele estava a afastar-se da Sofia, ficando ela um pouco aborrecida, e notei que ele dirigir-se ao edifício principal, obviamente indo reportar o sucedido, mas não preocupei-me mais com assunto, estava em casa, e os manda-chuva que preocupassem-se com a situação, agora o meu dever era aproveitar o resto da minha estadia, estava consciente que sem aviso prévio haveria uma nova missão a minha espera.
Passei pela sala de lazer e vi um grupo animado a jogar à mímica, e pelos gestos que faziam, coisa boa não era. Finalmente cheguei ao meu quarto, e após pousar o meu equipamento, dirigi-me para o duche, e lá senti-me noutro mundo, pois havia uma enorme diferença entre chuva gelada com um belo duche quente.
Após o duche resolvi descansar um pouco na cama e ler um livro, sobre a história improvável de 1 cavaleiro salvar a humanidade sacrificando-se para derrotar os inimigos, era uma historia comovente sobre lealdade e grandes sacrifícios. Interrompi a minha leitura após ouvir bater à porta, quando abri, vi o Silva, outro grande amigo meu que conheci aqui neste mundo.
Era um rapaz extremamente brilhante, capaz de construir diversas armas e outro tipo de equipamento, ficava fascinado com as minhas historias, pois ele nunca tinha vivido um momento de acção, sendo a sua vida pacata entre os livros e a trabalhar no laboratório.
Contei-lhe a historia toda, especialmente a parte final da missão, tentando assim receber a opinião de alguém que tinha um vasto conhecimento sobre armamento.
“-Interessante...” respondeu com um ar pensativo “Provavelmente trata-se de uma arma muito poderosa que criaram!”
“-Isso é obvio” respondi-lhe com um tom de desilusão…
“-Pensavas que já sabia o que era visto eu receber muitas informações do departamento secreto, ehm?” Disse após uma leve gargalhada.
“-Pois…”
“-Não, não sei nada sobre isso, mas já era de esperar que eles também tivessem alguns truques na manga, pergunto-me é a gravidade dessa arma…”
Resolvemos descer em direcção à cantina, tinha feito um almoço especial dedicado a nós. E que bela visão era…
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Mensagem por Cyrax » terça 14 fev 2006, 12:42

Bem, 4 capitulo on the way... Este ficou bem pequeno, mas pronto, foi por "alguns motivos"...
Vou começar agora o 7 capitulo, estou a pensar que a historia irá ter 12 a 17 capitulos, por isso se acham que começa a fartar avisem, eu não fico chateado, pois continuo a historia para mim e uns amigos, estou a gostar do meu novo hobby, lol!


Capitulo 4 – Quem diria…
13 de Maio de 2006

Adoro estes dias, o céu com um forte tom azulado com algumas nuvens a enfeitar, o sol a brilhar,… Estava mesmo perfeito…
Estava numa pequena montanha não muito distante da base, e menos distante ainda do casalinho. Argh, detestava estar ao pé deles, ficava sempre embaraçado, mas quiseram dar uma boleia, daí que aproveitei… Bem, também daqui apenas os oiço, o que já não é mau! Há uma semana que tínhamos voltado da ultima missão e estava tudo calmo, não havia sinais do inimigo, mas não posso queixar-me, a meio da semana comecei a especializar-me com a sniper, depois de contar o que se passou naquela casa ao Andrade ele deu uma forte gargalhada, ficando até com a cara vermelha e com lágrimas nos olhos e então decidiu ajudar-me nessa área. Contou alguns segredos que ajudaram imenso, melhorei muito em apenas 3 dias, e hoje era para treinar mais um pouco, mas quis repousar e aproveitar o bom tempo.
Passado 1 hora voltei a pé para a base, não queria incomodar a Sofia e o Sandro e queria dar um passeio, quando cheguei à base o Nuno veio ter comigo.
“-Ei, o pessoal mais logo vai reunir-se para uma partida amigável de futebol, nós contra os rapazes do 1 batalhão de infantaria, que achas?”
“-Achas que eu alguma vez iria dizer não a uma partida de futebol?” Respondi com um sorriso
“-Ok, falta agora avisar o Sandro!”
“-Depois aviso, não te preocupes.”
Agradeceu e afastou-se. Que poderia dizer sobre o Nuno? Era um sujeito muito competitivo e teimoso, mas um bom amigo e sempre leal aos seus.
Mais tarde tivemos a jogar e quase que ganhávamos a partida, tendo os adversários empatado o jogo nos últimos minutos, mas foi um bom jogo, estavam todos de bom humor, só que ao dirigir-me para os balneários que encontravam-se na zona este vi algo que simplesmente destruiu o que poderia considerar de 1 dia magnifico. Era ela… com outro… Meu Deus, mas porquê? Porquê ele e não eu? Porque não tive a coragem? Eu mal a tinha visto esta semana, mas nunca imaginei… Apressei o passo e tomei um duche quente e fui para o meu quarto.



Continua ou não? Vocês é que decidem, liguem agora para ...! LoL



Edit: Capitulo 5, não trabalhei mais na historia, ficou-se pelo 7 (por enquanto...)


Capitulo 5 – Partimos.
27 de Junho de 2006

Recebemos ordens, tínhamos de reconhecer terreno a oeste da região, numa floresta.
Estava a arrumar o meu equipamento quando bateram à porta, era o Silva.
“-Soube que estavam de partida, daí que quero oferecer-te isto, soube que treinaste essa especialidade cá durante estes 2 meses.”
Era uma sniper com o meu nome gravado, mas não iria levar para a missão, a minha especialidade no grupo não era essa. Mas fiquei grato por tal prenda.
As vossas armas também receberam um pequeno upgrade!”
“-Obrigado.” Respondi.
Quando cheguei ao pátio notei que havia um ambiente pesado, já não era tão alegre. Era sempre assim quando havia notícia de mais uma missão. Mas o nosso esquadrão encontrava-se num estado normal, como se nada fosse. Sabíamos que alguma vez iríamos partir e tínhamos de ter sempre a moral alta, senão era suicídio. Começou as despedidas, os abraços, as lágrimas, um contraste do que quando chegamos, mas eu simplesmente limitei a dirigir para o camião de transporte de pessoal, não queria despedir-me dos meus amigos, isso afectava-me.
Durante a viagem o Sandro contou-nos que um avião de reconhecimento tinha desaparecido nessa aérea e ainda não havia notícias do piloto, nós íamos apenas verificar se fora um acidente ou algo pior, a presença do inimigo. O caminho dentro dessa floresta era o mesmo utilizado pelos nossos camiões de transporte de material, daí que tínhamos de “limpar” a floresta caso houvesse problemas.
Durante uma breve paragem para esticar as pernas, aproximei-me do Sandro.
“-Isto é obra tua não?” perguntei.
“-Ah? Não estou a perceber.”
“-Uma simples missão de reconhecimento para o nosso esquadrão?”
“-Bem, sim e não. Tens razão ao acusar-me de ter uma certa parte de culpa, fui eu que pedi esta missão, como sabes, não podemos ficar muito tempo parados, mas de qualquer modo esta missão tem a sua quota-parte de perigo que requisita a presença do nosso esquadrão, nunca tivemos problemas com os nossos aviões, se é que estas a perceber.”
“-Ok, entendido.”
Passado mais 5 minutos voltamos aos camiões e continuamos a nossa viagem.
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Mensagem por Newtomic » quinta 09 mar 2006, 20:02

Morbus Escreveu:Crónicas de um jogador
3 de Novembro de 2013, de manhã

Continuava a caminhar em direcção ao ponto indicado no minimap. Ia num passo apressado mas sem correr, porque a minha stamina também não chegava para tanto e ainda me podia dar um colapso a correr aquela distância toda… A estrada começou a descer em direcção a sul, pelo meio da floresta, pelo meio daquelas grandes árvores de onde se ouvia, de vez em quando, o chilrear de um pássaro, ou restolhar de folhas devido à passagem de um javali. Passado pouco tempo, vi, mais há frente, que a estrada virava à direita, para oeste.
Continuei o meu caminho até que ceguei à curva. Para a esquerda, a estrada continuava em direcção a Oeste, numa monotonia fatigante mas bela. O ponto indicado ficava algumas dezenas de metros para dentro da floresta, em direcção a sul.
- Pois sim… - pensei eu.
E saquei da minha Ranger’s Long Knife e comecei a abrir caminho através do mato denso. De vez em quando encontrava uma árvore ou um arbusto que me dificultava a tarefa mas, apesar de tudo, era fácil.
De repente, o mato deixou de me impedir a passagem, e entrei numa clareira sem sol, pois estava completamente rodeada de verdura. No centro dela, a ocupara a maior parte do seu espaço. Estava uma pequena casa de madeira. Era esse o ponto marcado no minimap. No alpendre estava uma cadeira de baloiço bastante bem conservada, pelo que deduzi que a casa devia estar a uso. Não era um safehaven pois a porta estava aberta.
Entrei. Achei-me então num pequeno hall, mas não se via ninguém. Mesmo depois de explorar todas as divisões do rés-do-chão, não encontrei ninguém.
De repente, quando me sentei na cadeira da cozinha para descansar as pernas e as costas, pousando também o meu backpack no chão, contra a bancada, a porta principal fechou-se com estrondo. Desembainhei imediatamente a espada e pus-me em posição de combate. Quem quer que fosse que lá vinha, não devia gostar de me ver ali…
Foi então que, lentamente, comecei a ver uma certa claridade reflectida na ombreira da porta da cozinha, vinda do corredor…
- O que é isto? Vêem de lanterna? Mas é de dia?!
Então, para o maior dos meus espantos, entrou na cozinha algo que eu só podia, naquele momento, apelidar de “anjo”. Era um vulto humano, coberto com um manto branco que irradiava luz também branca (provavelmente devia a alguma capacidade psíquica do seu portador).
- Ahhh – disse eu, embasbacado, mas quem lá vinha não ouviu, pois eu não tinha o microfone ligado. No entanto, esse alguém reparou em mim, e, para espanto ainda maior da minha parte, revelou quem era.
- Vipernilla!!! Mas que…
- Chhhhhh! – disse ela – Não fales alto… De dia estamos mais ou menos seguros mas mesmo assim…
- Que queres dizer?
- Diz-me uma coisa: viste alguém quando vinhas para aqui? Alguém te seguiu? Não conseguiste chegar aqui antes da tua timeline voltar ao normal pois não?
- Não. E também não vi ninguém… E também acho que ninguém me seguiu… Mas que te aconteceu?
- Bem – começou ela – acho que após o perigo que correste por minha causa mereces um esclarecimento… Quando saí do teu haven, como era de prever, fui logo atacada de todos os lados, mas, felizmente, ninguém me matou, embora eu tivesse ficado inconsciente durante uns bons minutos… Nem imaginas a seca que é estar a olhar para um ecrã preto em todos os lados! Mas matei o tempo a ouvir música… Quando acordei vim logo para aqui, mas…
Como ela tinha parado de falar eu insisti:
- Mas…?
- Mas… mas encontrei algo que não esperava encontrar e que me deixou completamente transtornada: os Mordeen. Sabes quem são?
- Não…
- Ainda bem para ti. Mas eu vou-te dizer porque eles estão atrás de mim, porque sabem que eu sei onde está o item…
- A propósito… - comecei eu.
- Espera, deixa-me dizer-te. Os Mordeen, dizem, são três irmãos. São três Raepodus altamente perigosos, e quase imbatíveis em combate corpo a corpo. Nenhum de nós os consegue bater, como é óbvio.
- Mas se eles estão atrás de ti…
- E de ti, porque eles também sabem que tu sabes do item!
- Mas como sabes que tu isso? Como sabes que eles sabem?
- Pois… Quando os encontrei eles andavam à minha procura, mas como eles não vêm nada de dia, seguindo-se apenas pelo cheiro e pela audição, não me viram. Eu reconheci-os e aproximei-me cautelosamente, tendo o cuidado de me por a jeito para o vento não levar o meu cheiro para eles. Então ouvi o que eles estavam a falar. Diziam que estavam fulos, que não sabiam onde procurar, e continuavam a repetir o meu e o teu nome, sempre…
- Mas eles ainda não sabem onde procurar! Estamos a salvo então?
- Era bom era! Quando saí da beira deles afastei-me primeiro para este e depois vim para sul, em direcção a esta casa. Quando estava a um quilometro mais ou menos, entrei na estrada. Ao olhar para norte, no entanto, distingui ao longe aqueles três… E é que ainda por cima são feios como tudo… Mas eles vinham atrás de mim, que, assim que me escondia no mato, eles paravam, e quando voltava à estrada eles continuavam. Resultado: vim o caminho todo pelo meio do mato.
- E porque vens assim vestida?
- Para eles não me verem. Quanto mais luz houver nas nossas imediações melhor, mas mesmo assim, eles conseguem detectar tudo com o cheiro ou com a audição…
- E eles estão aí fora?! Que vamos fazer então?! Eles matam-nos! – Disse eu alarmado.
- Pois matam-nos…
- Vamos fechar as portas.
- Para que serve? Eles partem-nas à primeira com uma patada. Têm garras poderosíssimas…
- Então que fazemos?
- Vamos esperar aqui. Não temos outra solução. Se sairmos eles apanham-nos…
- E se abrandasses a nossa timeline?
- Era uma ideia, mas eles também abrandam a deles…
- Então temos que esperar aqui é? Mas isso é perigosíssimo! – disse eu.
- É. Mas é a acção menos perigosa que podemos tomar… Temos aqui mantimentos para nos mantermos durante vários dias, por isso, podemos aguardar. Se eles não vierem aqui é porque nos perderam o rasto. Se sim…
- Se sim…?
- Se sim… é porque não perderam… e, aí, estamos mortos, de certeza, e o item perdido…
Eu fiquei calado…

(to be continued...)
é desculpa só agora comentar :oops: já tinha lido esta parte à muito, mas só agora é k comento, de kalker forma está mt fixe tal como a outra [:p] vou ler a seguinte...
Morbus Escreveu:Crónicas de um jogador
3 de Novembro de 2013, fim da tarde

Nessa tarde já tinha saído várias vezes da beira do computador mas sempre por pouco tempo. Não me atrevia a desligá-lo porque importava-me com a segurança do meu personagem e também com a da Vipernilla…
O tempo passava e nós ali, a falar pelo chat, sem fazer barulho, com as janelas fechadas… A noite foi caindo em Ardon, e os barulhos da floresta diminuindo de intensidade e aumentando de lugubridade.
De repente, após bastante tempo sem dizermos nada um ao outro, a Vipernilla, disse, sempre através do chat:
- A noite está a chegar, e a nossa provação vem com ela…
- O quê?
- No escuro, eles vêem absolutamente tudo. Matam tudo o que se mova… e o que não.
Bonito! Era um bom incentivo…
- Segue-me – disse ela, desta vez por voz. Liguei o microfone e segui-a.
Subimos as escadas e entramos num quarto adjacente ao hall do cimo das escadas. Este tinha uma cama e três janelas pequenas, com cortinados, e tinha outra porta que dava acesso a um pequeno quarto de arrumos. A Vipernilla deitou-se na cama, numa posição que, apesar da ocasião, me deixou um pouco perturbado…
- Agora temos que esperar – sussurrou ela, sempre pelo micro.
- Esperar… - sussurrei eu, em jeito de resposta, enquanto dava voltas silenciosas ao quarto.
- Sim. Esperar que amanheça. O mais certo é que, se eles não vierem aqui esta noite, nos tenham perdido a pista.
- Pois, e se eles vierem morremos – disse eu, elevando, inconscientemente, o tom de voz.
- Chhhhhhhh! Faz pouco barulho que eles ouvem-te!
- Desculpa…
E calei-me durante algum tempo. O quarto estava iluminado apenas por uma vela que estava em cima de uma das mesas de cabeceira, que tinha sido acesa pela Vipernilla, quando tínhamos entrado… Os reflexos da luz criavam uns efeitos bonitos no tecto baixo em abóbada, mas eu não estava com muita disposição para os apreciar. Tanto eu como o meu personagem estávamos com fome, mas eu, pela parte que me tocava, não tinha apetite nenhum.
- Não estou nada confiante nisto… Eles vão entrar por aí e vão dar cabo de nós! – sussurrei eu.
- Não sejas pessimista… Não temos nada por onde escolher. Ou ficamos aqui à espera e podemo-nos safar ou saímos e morremos…
- Pois…
Voltamos a ficar em silêncio. Um silêncio que era apenas cortado pelas nossas respirações instáveis e pelo vento que se tinha levantado lá fora, com o cair da noite, a bater nas portadas das janelas da sala. Tudo escuro lá fora. O ambiente ideal para os tais Mordeen se deslocarem… Assim como todo e interior da casa, excepto aquele quarto.
- Mas.. – sussurrei eu, o mais baixo que pude, mas não pude evitar de me sobressaltar com o súbito sibilar dos meus lábios – Mas, se aqui está luz, eles não nos podem ver…
- Não, mas de que serve, se, assim que entrarem em casa, nos sentem o cheiro? E não demora muito até nos encontrarem corpo a corpo…
Eu estava aterrado…
De repente, como que se de um trovão se tratasse, um súbito e leve ruído fez-se ouvir junto à porta de entrada, do outro lado da casa.
- Ouviste? – perguntou a Vipernilla.
Eu estava afónico e nem conseguia responder. Mal consegui dar ordem para que o meu personagem acenasse com a cabeça, em sinal de afirmação.
Aproximei-me de uma das janelas e fixei o meu olhar na zona onde estava o barril da chuva, que, por incrível que pareça, embora de dia não lhe desse o sol, estava iluminada por um magro raio de lua…
Já nem prestava muita atenção ao que via, tal era o meu pavor, mas distingui perfeitamente um vulto com pouco mais de dois metros que passou a correr junto ao barril, silencioso… silencioso e mortífero…
Virei-me para dizer à Vipernilla o que tinha visto, mas ao tempo que me viro, ouço um estrondo tremendo vindo da porta do quarto, como que se a casa caísse, e ouço a porta a bater, arrancada dos gonzos, na parede oposta… Quando me acabo de virar, só vi a Vipernilla morta em cima da cama, banhada no seu próprio sangue, com um último grito de angústia e aflição nos lábios…
Os meus olhos humedeceram-se nesse mesmo instante, talvez devido à pena de a ver morta… talvez devido ao medo de me ver a mim… Só tive tempo de ver o Mordeen que a tinha assassinado a dar um salto na minha direcção, com as garras em riste, e de sentir o meu corpo a cair, inerte e sem vida, no chão já molhado pelo sangue da bela rogue, e também do meu…
Não sei se vai acabar por aki ou não isso só tu podes saber, mas se acabar tb não acaba mal, se não acabar tens de saber como lhe pegar de novo, pois até aki está 5* WoW :wink:
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Mensagem por Newtomic » quinta 09 mar 2006, 20:10

Cyrax Escreveu:Bem, nunca tive "skills" para escrever historias mas pronto, ao menos tentei, ja sabem é que não podem esperar muito da minha historia! :P


Capitulo I - Mais um dia...
5 de Maio de 2006


Maldita chuva… Desde que partimos ainda não abrandou, pergunto-me quanto tempo irá demorar… Bem, ao menos estamos num local quente até acalmar, das outras vezes não tem tivemos tanta sorte. Ainda pergunto-me como é que viemos aqui para e porquê, e porque raio tínhamos de combater um inimigo desconhecido num ambiente da 2ª guerra mundial, mas acho que devia parar com estas questões, já não importa, não tenho saudades da minha vida anterior, aqui não era apenas outro mas sim alguém que fazia a diferença, …
-“Ei, outra vez na lua jovem?”
Era o Sandro, um grande amigo desta e da minha vida anterior, sempre preocupado com a moral dos seus soldados, sabia que ao mínimo erro desaparecíamos, algo que todos temíamos, pois não sabíamos o que acontecia ao desaparecer deste mundo.
-“Eh eh, estava aqui perdido nos meus pensamentos, nada de especial. E então, recebeste alguma ordem?”
-“Não, esta chuva interfere com o sistema de comunicações, mas ali o Nuno não desiste, diz que há-de conseguir estabelecer a comunicação.”
-“E então, tu e a Sofia resolveram os vossos problemas?”
-“Não, ela continua zangada, mas mais um dia ou dois e ela volta ao normal.” Respondeu o Sandro ao afastar-se para verificar se já havia alguma resposta da base.
A Sofia era a namorada do Sandro, conheceram-se aqui neste mundo e ela encontrava-se zangada pela última missão que fizemos, uma missão que podíamos considerar de suicida. Ela não gostava quando ele voluntariamente aceitava essas missões, mas era missões importantes que só nós podíamos cumprir.
Voltei às memórias, mas desta vezes a minha mente encontrava-se na base, já tinha passado 2 meses que estávamos nesta nova missão e as saudades era um fardo em missões destas. Recordei-me dos berros do Santos aos novos recrutas, apesar de ser chato para eles, era sempre algo engraçado de ver, mas o que realmente sentia falta era dela, do seu sorriso que tantas vezes animou em dias destes, escuros e chuvosos… Não sei em quantas batalhas estive, não sei quantas vezes arrisquei a minha própria vida, ou quantas vezes corri contra adversários sobre uma chuva de balas, mas contar o que sentia por ela era algo difícil, não tinha a mesma coragem que no campo de batalhas, especialmente por que sempre que alguém mencionava o nome “dele” na sua presença ela tentava disfarçar a lágrima mas era inútil, todos sabíamos que era algo que ela dificilmente iria esquecer, especialmente quando tive parte da culpa da sua “morte”.
Fui novamente interrompido, e novamente pelo Sandro…
“-Pessoal, boas noticias, estabelecemos contacto e a chuva abrandou, temos as coordenadas do alvo, hora de partir novamente.”
Agarramos no nosso equipamento e voltamos a partir, notava-se que havia uma certa dor nos rostos dos homens, sentíamos bem lá no abrigo, mas eu de certo modo estava agradecido por voltar a sentir a chuva cair na minha face, despertou-me dos meus pensamentos, se iríamos enfrentar novamente os adversários era necessário estar a 100% e estar num estado de depressão era demasiado perigoso.
Passou algumas horas até que houve o alerta, tínhamos chegado ao local e em breve iria começar o combate que mudou as nossas vidas…
“-Bem pessoal, está na hora, já sabem o que têm a fazer, por isso às vossas posições” Gritou o Sandro ao avistar um posto inimigo…
Até agora só tenho uma coisa a dizer CONTINUA... :) :wink:
Cyrax Escreveu:
Morbus Escreveu:Bastante bom Cyrax :D (excepto algumas calinadas no portugues, mas nada de mais). Como me disses-te que tinhas um segundo capítulo... é força nele! :wink:

Só uma coisa que não cheguei a perceber: isso é um jogo ou é a vida real. Ou essa questão é mesmo o segredo do negócio? :D Loool Sim senhor, mas, tal como a do Maedhros e da do Prime... falta o fim.

=D> =D> =D> gostei bastante :wink:

Acho que me deste vontade de, finalmente, acabar a história que estava a fazer, no outro dia [:D] talvez daqui a um bocado poste isso... :wink:
Obrigado! :D
A escrita nunca foi o meu dom, daí que calinadas sempre haverá (se bem que a correcção automatica do word deveria ajudar... :P )
Bem, acho que não era obrigatorio ser a historia de 1 jogo mas assim poderia ser, mais uma historia com referencias na 2ª guerra mundial, mas um mundo novo!

Aqui vai...


Capitulo 2 – O que poderia ser outra missão qualquer…
5 de Maio de 2006-02-11

As minhas ordens eram de proteger o Andrade, um sniper habilidoso do nosso esquadrão, o novato do grupo. Andrade era um jovem que durante o nosso tempo cá dedicou-se exclusivamente a sua sniper, gostava de exibir o seu talento aos outros, especialmente as senhoras, mas sempre fora 1 bom rapaz.
Estávamos em direcção a uma casa cinzenta, feita com pedras e com um típico ar tradicional campestre, Andrade tinha que eliminar soldados que estavam em posições estratégicas capazes de terminar com muitos dos nossos homens, tal como os que estavam a guardar com metralhadoras pesadas e com morteiros, mas não chegamos a essa casa, acabara de explodir perto de nós, e ao longe ouvia-se uma troca de tiros e gritos, começara o ataque demasiado cedo, não tivemos tempo de posicionar-nos. Mas veio-me algo a cabeça após recuperar da explosão, onde estava o Andrade? Procurei-o a minha volta e vi um corpo, temi o pior ao aproximar. Felizmente ainda estava vivo, apenas inconsciente, mas não podia perder tempo a tratar dele, os outros dependiam de mim, por isso deixei-o entre a relva molhada e corria para a casa com a sniper, sei que não poderia fazer muito mas tinha que tentar.
Já dentro da casa aproximei-me da janela de madeira e preparei-me para começar a disparar, a minha primeira tentativa era de um soldado que estava a dispara o morteiro…
Respirei fundo… disparei… falhei…
Segunda tentativa… falhei novamente… Tinha que respirar fundo e concentrar-me …
Terceira tentativa acertei num soldado, mas não era o meu alvo, apenas um soldado que estava lá perto… noutra altura, talvez tivesse achado piada a tal “falhanço certeiro”…
Preparava-me para o quarto tiro quando reparei que estava 1 camião em fuga, que devido a provavelmente a uma bala perdida ou a estrada estar lamacenta perdeu o controlo e bateu contra uma grande pedra, só tendo tempo de ver uma forte luz proveniente desse mesmo camião.
Ao recuperar os sentidos vi que a base tinha desaparecido e que o nosso esquadrão dirigia-se para o local onde estava, chegando primeiro o Sandro.
“-Estás bem? Perguntou.
“-Sim, só perdi a consciência por uns minutos. Que se passou?
“-Não sei, a base deles foi completamente dizimada!”
“-O ANDRADE??? DEIXEI-O FERIDO AO…” Gritei eu ao recordar-me do mesmo mas fui interrompido pelo Sandro.
“-Calma, tropeçamos nele ao vir para cá e já o enviamos no jipe para um posto próximo, não foi nada de grave.” Respondeu com um ar preocupado, não com o colega mas com a explosão.
“Em que é que estas a pensar? -Perguntei-lhe após um breve silêncio, sabendo já a resposta mas queria saber a sua opinião.
“-Num belo banho, um jantar quente e de reconciliar e passar um tempo com a minha miúda” disse, com um leve sorriso nos lábios, tentando evitar dar a sua opinião, pois sabia que era algo grave mas não queria assustar-me. “-Vamos, hora de regressar.”
Uma coisa engraçada, até agora a tua história está uma beka confusa, sei lá com muitas pontas soltas, mas estou a gostar. :)
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Mensagem por Newtomic » quinta 09 mar 2006, 20:20

Cyrax Escreveu:
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So por isso recebem o 3 capitulo (não fiz mais porque estou com uma gripe desgraçada, estou em modo semi retardado... :? )

Capitulo 3 – “Lar, doce lar…”
6 de Maio de 2006

Chegamos finalmente à nossa base. Era constituído por uma muralha que protegia os edifícios, no meio do campo, um local calmo
e que nunca tinha sido atacado, daí que notava-se um ambiente de tranquilidade, mas sempre com aquele ar militar. Gostava deste sítio, não por ser o nosso lar mas sim por ajudar a esquecer a violência da guerra…
Vi ao longe o Sandro a ser recebido com montes de beijos, quando julgava que seria recebido com uma enorme gritaria, mas afinal já era de calcular que não seria assim, afinal após aquele tempo fora e correndo o risco de desaparecer, ela perdoou-lhe, especialmente porque desta vez ele a avisou que iria para mais uma tarefa terrível. Era estes momentos do qual falei… Os nossos homens a serem recebidos pelas suas donzelas ou pelos seus amigos, no meio de gargalhadas, abraços e beijos.
Só fiquei levemente afectado por ver a Cláudia a passar pelas tropas sem ser cumprimentada ou sem esboçar um pequeno sorriso que fosse. Sempre fora assim, calma e reservada, raramente a vi falar com alguém. Nunca perguntei-lhe porquê, afinal era a sua decisão.
Quando voltei a olhar para o Sandro, ele estava a afastar-se da Sofia, ficando ela um pouco aborrecida, e notei que ele dirigir-se ao edifício principal, obviamente indo reportar o sucedido, mas não preocupei-me mais com assunto, estava em casa, e os manda-chuva que preocupassem-se com a situação, agora o meu dever era aproveitar o resto da minha estadia, estava consciente que sem aviso prévio haveria uma nova missão a minha espera.
Passei pela sala de lazer e vi um grupo animado a jogar à mímica, e pelos gestos que faziam, coisa boa não era. Finalmente cheguei ao meu quarto, e após pousar o meu equipamento, dirigi-me para o duche, e lá senti-me noutro mundo, pois havia uma enorme diferença entre chuva gelada com um belo duche quente.
Após o duche resolvi descansar um pouco na cama e ler um livro, sobre a história improvável de 1 cavaleiro salvar a humanidade sacrificando-se para derrotar os inimigos, era uma historia comovente sobre lealdade e grandes sacrifícios. Interrompi a minha leitura após ouvir bater à porta, quando abri, vi o Silva, outro grande amigo meu que conheci aqui neste mundo.
Era um rapaz extremamente brilhante, capaz de construir diversas armas e outro tipo de equipamento, ficava fascinado com as minhas historias, pois ele nunca tinha vivido um momento de acção, sendo a sua vida pacata entre os livros e a trabalhar no laboratório.
Contei-lhe a historia toda, especialmente a parte final da missão, tentando assim receber a opinião de alguém que tinha um vasto conhecimento sobre armamento.
“-Interessante...” respondeu com um ar pensativo “Provavelmente trata-se de uma arma muito poderosa que criaram!”
“-Isso é obvio” respondi-lhe com um tom de desilusão…
“-Pensavas que já sabia o que era visto eu receber muitas informações do departamento secreto, ehm?” Disse após uma leve gargalhada.
“-Pois…”
“-Não, não sei nada sobre isso, mas já era de esperar que eles também tivessem alguns truques na manga, pergunto-me é a gravidade dessa arma…”
Resolvemos descer em direcção à cantina, tinha feito um almoço especial dedicado a nós. E que bela visão era…
Go on man... :wink:
Cyrax Escreveu:Bem, 4 capitulo on the way... Este ficou bem pequeno, mas pronto, foi por "alguns motivos"...
Vou começar agora o 7 capitulo, estou a pensar que a historia irá ter 12 a 17 capitulos, por isso se acham que começa a fartar avisem, eu não fico chateado, pois continuo a historia para mim e uns amigos, estou a gostar do meu novo hobby, lol!


Capitulo 4 – Quem diria…
13 de Maio de 2006

Adoro estes dias, o céu com um forte tom azulado com algumas nuvens a enfeitar, o sol a brilhar,… Estava mesmo perfeito…
Estava numa pequena montanha não muito distante da base, e menos distante ainda do casalinho. Argh, detestava estar ao pé deles, ficava sempre embaraçado, mas quiseram dar uma boleia, daí que aproveitei… Bem, também daqui apenas os oiço, o que já não é mau! Há uma semana que tínhamos voltado da ultima missão e estava tudo calmo, não havia sinais do inimigo, mas não posso queixar-me, a meio da semana comecei a especializar-me com a sniper, depois de contar o que se passou naquela casa ao Andrade ele deu uma forte gargalhada, ficando até com a cara vermelha e com lágrimas nos olhos e então decidiu ajudar-me nessa área. Contou alguns segredos que ajudaram imenso, melhorei muito em apenas 3 dias, e hoje era para treinar mais um pouco, mas quis repousar e aproveitar o bom tempo.
Passado 1 hora voltei a pé para a base, não queria incomodar a Sofia e o Sandro e queria dar um passeio, quando cheguei à base o Nuno veio ter comigo.
“-Ei, o pessoal mais logo vai reunir-se para uma partida amigável de futebol, nós contra os rapazes do 1 batalhão de infantaria, que achas?”
“-Achas que eu alguma vez iria dizer não a uma partida de futebol?” Respondi com um sorriso
“-Ok, falta agora avisar o Sandro!”
“-Depois aviso, não te preocupes.”
Agradeceu e afastou-se. Que poderia dizer sobre o Nuno? Era um sujeito muito competitivo e teimoso, mas um bom amigo e sempre leal aos seus.
Mais tarde tivemos a jogar e quase que ganhávamos a partida, tendo os adversários empatado o jogo nos últimos minutos, mas foi um bom jogo, estavam todos de bom humor, só que ao dirigir-me para os balneários que encontravam-se na zona este vi algo que simplesmente destruiu o que poderia considerar de 1 dia magnifico. Era ela… com outro… Meu Deus, mas porquê? Porquê ele e não eu? Porque não tive a coragem? Eu mal a tinha visto esta semana, mas nunca imaginei… Apressei o passo e tomei um duche quente e fui para o meu quarto.



Continua ou não? Vocês é que decidem, liguem agora para ...! LoL



Edit: Capitulo 5, não trabalhei mais na historia, ficou-se pelo 7 (por enquanto...)


Capitulo 5 – Partimos.
27 de Junho de 2006

Recebemos ordens, tínhamos de reconhecer terreno a oeste da região, numa floresta.
Estava a arrumar o meu equipamento quando bateram à porta, era o Silva.
“-Soube que estavam de partida, daí que quero oferecer-te isto, soube que treinaste essa especialidade cá durante estes 2 meses.”
Era uma sniper com o meu nome gravado, mas não iria levar para a missão, a minha especialidade no grupo não era essa. Mas fiquei grato por tal prenda.
As vossas armas também receberam um pequeno upgrade!”
“-Obrigado.” Respondi.
Quando cheguei ao pátio notei que havia um ambiente pesado, já não era tão alegre. Era sempre assim quando havia notícia de mais uma missão. Mas o nosso esquadrão encontrava-se num estado normal, como se nada fosse. Sabíamos que alguma vez iríamos partir e tínhamos de ter sempre a moral alta, senão era suicídio. Começou as despedidas, os abraços, as lágrimas, um contraste do que quando chegamos, mas eu simplesmente limitei a dirigir para o camião de transporte de pessoal, não queria despedir-me dos meus amigos, isso afectava-me.
Durante a viagem o Sandro contou-nos que um avião de reconhecimento tinha desaparecido nessa aérea e ainda não havia notícias do piloto, nós íamos apenas verificar se fora um acidente ou algo pior, a presença do inimigo. O caminho dentro dessa floresta era o mesmo utilizado pelos nossos camiões de transporte de material, daí que tínhamos de “limpar” a floresta caso houvesse problemas.
Durante uma breve paragem para esticar as pernas, aproximei-me do Sandro.
“-Isto é obra tua não?” perguntei.
“-Ah? Não estou a perceber.”
“-Uma simples missão de reconhecimento para o nosso esquadrão?”
“-Bem, sim e não. Tens razão ao acusar-me de ter uma certa parte de culpa, fui eu que pedi esta missão, como sabes, não podemos ficar muito tempo parados, mas de qualquer modo esta missão tem a sua quota-parte de perigo que requisita a presença do nosso esquadrão, nunca tivemos problemas com os nossos aviões, se é que estas a perceber.”
“-Ok, entendido.”
Passado mais 5 minutos voltamos aos camiões e continuamos a nossa viagem.
Tão? Se já vais no 7 passa pra cá o 6 :lol: está muita cool sim senhor, até agora estou a curtir. 8)

PS: acho k vou compilar as vossas histórias TODAS se algum dia tiver tempo, e se vocês não se importarem claro... :? ?
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Mensagem por Cyrax » quinta 09 mar 2006, 20:21

Lol, ja tinha esquecido da historia, e sim, está com pontas soltas, mas é minha intenção remendar pela historia essas tais partes que faltam. Uhm... também não sei se continuo, talvez no sabado se tiver paciencia...
Bem, enquanto ficam com o 6º capitulo que estava de reserva...

Capitulo 6 – Fez-se silêncio…
27 de Junho de 2006



Finalmente chegamos à floresta, onde havia demasiados pinheiros, infelizmente local ideal para uma emboscada. Não conseguimos ver o sol a pôr-se devido à altura e concentração desses mesmos pinheiros, e em pouco tempo já se fazia escuro.
“-Vamos armar as nossas tendas pessoal, não podemos orientar sem ajuda do sol, e não há urgência nesta missão.” Gritou o Sandro.
Após montar as tendas, fizemos uma fogueira e aquecemos as nossas rações (e as nossas mão também, a floresta era uma zona fria à noite). Apesar do frio e da pouca qualidade do jantar, estavam de bom humor, contando histórias e anedotas, era bom ver o pessoal assim em situações destas. Resolvi ir para a tenda descansar, tinha sido um dia longo.
Fechei os olhos, estava deitado no chão, fez-se silêncio…. Estava alguém a abanar-me, não o conseguia ouvir, aliás, não conseguia ouvir nada…. Quanto tempo tinha “passado pelas brasas”? Tinha a vista turva, aquele efeito desagradável ao acordar… Recuperei a visão, vi que ainda estava de noite e que o sujeito era o médico do nosso grupo, o Lopes.
“Essssstttttaaaaaass beeeemmm…” Disse o Lopes, mas não percebi o que era, parecia que ele estava a quilómetros de distância.
“Então, responde, estás bem?”
Finalmente compreendi.
“-Sim, sinto-me um pouco confuso e com uma enorme dor de cabeça. Que se passou?”
“-Estão a atacar, houve uma explosão e foste atirado. Anda.”
Ajudou-me a levantar e vi que nem tinha chegado à tenda, e lá no acampamento havia uma enorme confusão. Ouvi o Sandro a dar instruções…
“-Vão buscar o vosso equipamento e afastem-se desta zona, todos juntos, rápido, rápido, rapido.”
Passado cerca de 15 minutos paramos, estávamos longe do nosso pequeno acampamento e já não se ouvia explosões.
“-PORRA!” Gritou o Sandro a esmurrar uma árvore. Estava mesmo chateado, nunca o tinha visto assim. Percebi o que se passava ao olhar para a minha equipa.
“-O Nuno…?” Questionei.
“-Levou com um tiro de morteiro.” Respondeu o Lopes com um tom baixo…
Fez-se silêncio durante muito tempo. Ficamos naquele local até o sol aparecer, não podíamos fazer mais nada…
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Mensagem por Morbus » quinta 09 mar 2006, 22:02

Newtomic Escreveu:PS: acho k vou compilar as vossas histórias TODAS se algum dia tiver tempo, e se vocês não se importarem claro... :? ?
As minhas estão ao meu engargo :wink: Também já tratei disso :P
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Mensagem por Hunter » sábado 11 mar 2006, 13:21

a pedido de um utilizador vou colocar aqui no forum uma opiniao minha sobre a revista megascore.de realçar que esta opiniao foi feita primeiramente no meu blog pessoal:
"Como qualquer rapaz da minha idade,eu nao fujo à regra e por isso sou um apaixonado por videojogos.dentro deste ramo tenho a destacar uma revista que prima pela qualidade e frontalidade:a megascore. so que ultimamente a minha admiraçao aumentou muito por culpa do forum oficial da revista(http://megascore.rgb.pt/forum/) , do qual eu sou utilizador.atraves dele conheci varios jogadores que nao sao mais do que excelentes pessoas,cada um com a sua opiniao mas sempre com bastante respeito pelos outros.Outras da pessoas com quem pude contactar foram os membros da redacçao que sao excelentes pessoas e grandes viciados... e foi atraves duma conversa interessantissima com o director,o Nelson Calvinho que descobri que eles vivem momentos de grande stress e dificuldades,mas nao é por isso que nos deixam de oferecer a melhor revista do universo videojogavel.A eles desejo toda a sorte do mundo esperando que nos continuem a oferecer artigos de grande qualidade tal como teem feito ate aqui."

Sem mais....

um abraço
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Mensagem por Newtomic » terça 14 mar 2006, 12:09

Morbus Escreveu:
Newtomic Escreveu:PS: acho k vou compilar as vossas histórias TODAS se algum dia tiver tempo, e se vocês não se importarem claro... :? ?
As minhas estão ao meu engargo :wink: Também já tratei disso :P
Então uma boa ideia era mesmo o pessoal k as está a escrever, as compilar pra uma forma + universal, tipo RTF, DOC, ou PDF se tiver mesmo k ser... :?
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Mensagem por Newtomic » terça 14 mar 2006, 12:10

Hunter Escreveu:a pedido de um utilizador vou colocar aqui no forum uma opiniao minha sobre a revista megascore.de realçar que esta opiniao foi feita primeiramente no meu blog pessoal:
"Como qualquer rapaz da minha idade,eu nao fujo à regra e por isso sou um apaixonado por videojogos.dentro deste ramo tenho a destacar uma revista que prima pela qualidade e frontalidade:a megascore. so que ultimamente a minha admiraçao aumentou muito por culpa do forum oficial da revista(http://megascore.rgb.pt/forum/) , do qual eu sou utilizador.atraves dele conheci varios jogadores que nao sao mais do que excelentes pessoas,cada um com a sua opiniao mas sempre com bastante respeito pelos outros.Outras da pessoas com quem pude contactar foram os membros da redacçao que sao excelentes pessoas e grandes viciados... e foi atraves duma conversa interessantissima com o director,o Nelson Calvinho que descobri que eles vivem momentos de grande stress e dificuldades,mas nao é por isso que nos deixam de oferecer a melhor revista do universo videojogavel.A eles desejo toda a sorte do mundo esperando que nos continuem a oferecer artigos de grande qualidade tal como teem feito ate aqui."

Sem mais....

um abraço
Não me leves a mal, mas acho k esse post não pertençe aki a este tópico... :?
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Mensagem por Hunter » terça 14 mar 2006, 12:24

Newtomic Escreveu:
Hunter Escreveu:a pedido de um utilizador vou colocar aqui no forum uma opiniao minha sobre a revista megascore.de realçar que esta opiniao foi feita primeiramente no meu blog pessoal:
"Como qualquer rapaz da minha idade,eu nao fujo à regra e por isso sou um apaixonado por videojogos.dentro deste ramo tenho a destacar uma revista que prima pela qualidade e frontalidade:a megascore. so que ultimamente a minha admiraçao aumentou muito por culpa do forum oficial da revista(http://megascore.rgb.pt/forum/) , do qual eu sou utilizador.atraves dele conheci varios jogadores que nao sao mais do que excelentes pessoas,cada um com a sua opiniao mas sempre com bastante respeito pelos outros.Outras da pessoas com quem pude contactar foram os membros da redacçao que sao excelentes pessoas e grandes viciados... e foi atraves duma conversa interessantissima com o director,o Nelson Calvinho que descobri que eles vivem momentos de grande stress e dificuldades,mas nao é por isso que nos deixam de oferecer a melhor revista do universo videojogavel.A eles desejo toda a sorte do mundo esperando que nos continuem a oferecer artigos de grande qualidade tal como teem feito ate aqui."

Sem mais....

um abraço
Não me leves a mal, mas acho k esse post não pertençe aki a este tópico... :?
se leste bem,eu coloquei-o a pedido de um utilizador.mas se nao pertence aqui,peço aos moderadores para o trocarem para o local mais adequado :wink:
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Mensagem por Newtomic » terça 14 mar 2006, 14:43

Hunter Escreveu:se leste bem,eu coloquei-o a pedido de um utilizador.mas se nao pertence aqui,peço aos moderadores para o trocarem para o local mais adequado :wink:
Antes de mais nem sei kem é o utilizador k falas, e sinseramente nem interssa saber, pois eu não vou por exemplo ao tópico da MS onde esse teu post deveria ter sido feito, dizer k me apeteçe ir ao WC, pra isso, e se o fizesse certamente k seria no tópico da Conversa da Treta, desculpas k o X e o Y pediram não interessa, pois se eles te pedissem pra matares alguem certamente k não o farias, ou FARIAS?!!! :?

PS: desculpa se o meu tom foi uma beka agressivo, não é essa a intenção. :wink:
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Mensagem por Morbus » terça 14 mar 2006, 19:09

Newtomic Escreveu:
Hunter Escreveu:se leste bem,eu coloquei-o a pedido de um utilizador.mas se nao pertence aqui,peço aos moderadores para o trocarem para o local mais adequado :wink:
Antes de mais nem sei kem é o utilizador k falas, e sinseramente nem interssa saber, pois eu não vou por exemplo ao tópico da MS onde esse teu post deveria ter sido feito, dizer k me apeteçe ir ao WC, pra isso, e se o fizesse certamente k seria no tópico da Conversa da Treta, desculpas k o X e o Y pediram não interessa, pois se eles te pedissem pra matares alguem certamente k não o farias, ou FARIAS?!!! :?

PS: desculpa se o meu tom foi uma beka agressivo, não é essa a intenção. :wink:
São as crónicas do Hunter, um jogador assumido indubitavelmente, e acho que, independentemente de tratarem de jogos ou de outras coisas, de serem ficção ou realidade, têm sempre justificação de estarem aqui. Gostei de ler, e achei gratificante para os utilizadores do fórum. :wink: :arrow:
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Mensagem por Hunter » quarta 15 mar 2006, 0:35

Newtomic Escreveu:
Hunter Escreveu:se leste bem,eu coloquei-o a pedido de um utilizador.mas se nao pertence aqui,peço aos moderadores para o trocarem para o local mais adequado :wink:
Antes de mais nem sei kem é o utilizador k falas, e sinseramente nem interssa saber, pois eu não vou por exemplo ao tópico da MS onde esse teu post deveria ter sido feito, dizer k me apeteçe ir ao WC, pra isso, e se o fizesse certamente k seria no tópico da Conversa da Treta, desculpas k o X e o Y pediram não interessa, pois se eles te pedissem pra matares alguem certamente k não o farias, ou FARIAS?!!! :?

PS: desculpa se o meu tom foi uma beka agressivo, não é essa a intenção. :wink:
olha la newtomic,desde quando te tornaste moderador?????os moderadores ate agora nao me avisaram nem disseram nada sobre o post estar errado.que eu saiba nao ofendi ninguem,simplesmente postei uma opiniao que ja tinha sido elaborada no meu website e que me pediram para passar para o forum.se estiver mal alguma coisa certamente nao seras tu a obrigar-me a mudar pois ainda nao tens poderes dentro deste forum para isso. mas para acabar com este assunto,peço o favor de algum moderador me dizer algo sobre o meu post,pois se acharem que esta no local errado apaguem,pois pareçe que esta a "afectar" alguem...
fica bem....
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